Atitudes simples podem impedir que você perca o emprego, mesmo quando a situação já parece perdida. Se você percebeu que seu emprego corre perigo, a coisa mais importante no primeiro momento é não perder a calma as companhias detestam funcionários descontrolados. Depois, lembre-se que, por mais difícil que seja a situação, algumas atitudes podem livrá-lo do corte. Os especialistas são unânimes em dizer que o primeiro passo para escapar do facão é fazer uma autoanálise honesta. Depois, adotar uma postura pró-ativa e colaborativa.
Veja como fazer isso em seis passos:
1) Avalie-se: pergunte-se se você está alinhando aos objetivos da empresa, se concorda com a missão dela e compreende realmente sua cultura e o que seus líderes esperam de você. Se a empresa contar com um sistema formal de avaliação de desempenho, procure ter uma conversa franca com seus superiores. Se não, uma avaliação informal já será de grande ajuda. Um equívoco de auto-avaliarão é o primeiro sinal de que você não está alinhado com a empresa.
2) Mostre disposição para mudar: deixe claro que você está disposto a assumir novos desafios e a adquirir competências que ainda não possui, mesmo que elas pertençam a áreas paralelas à sua atividade principal. Em um mundo que muda cada vez mais rápido, deixar de evoluir é um caminho certo para o escanteio.
3) Apresente resultados de curto prazo: não basta se comprometer com a mudança; é preciso também sinalizar que você está trabalhando por isso. Escolha metas rápidas e simples de serem cumpridas - pode ser até mesmo aquele diploma de fluência em inglês que você vem adiando há anos. Respostas rápidas lhe darão tempo para um realinhamento mais profundo com os novos tempos da empresa.
4) Reconquiste a confiança de seus liderados: um líder desprestigiado é um líder morto. Resgatar a empolgação da equipe é fundamental para a sobrevivência de qualquer gestor. Dê abertura para que se manifestem, converse com clareza, acate as propostas pertinentes, festeje e reparta os resultados, mostre que vencer os desafios será positivo para todos - e não apenas para o seu bônus de fim de ano. Não adianta apresentar resultados apenas com números; é preciso passar tranqüilidade e resgatar o apoio da equipe.
5) Traga novas idéias: isso é fundamental para as empresas de hoje. Foi-se o tempo em que as pessoas precisavam se preocupar apenas com suas tarefas. Cada vez mais, as companhias buscam quem possui visão empresarial, e se compromete com o negócio como se fosse seu próprio dono. As empresas querem pessoas que vão buscar novas oportunidades, que pedem trabalho e não ficam se escondendo.
6) Seja pró-ativo: quem compreende o que a empresa necessita não fica de braços cruzados. Tome a iniciativa. Faça antes que alguém lhe peça. Em tempos de crise, os líderes fogem de quem lhes traz problemas e valorizam quem lhes aparece com soluções. Reagir nunca é a postura mais adequada. As pessoas só reagem quando as coisas vão mal; é preciso sair na frente.
Não há nada de mágico no receituário dos gestores de recursos humanos para escapar de cortes e ser percebido como parte da equipe que vai resolver o problema - e não aquele que está contribuindo para agravá-lo, seja por inoperância, falta de qualificações ou resistência à mudança. Mas a rapidez com que a crise está atingindo as empresas impõe um novo ritmo àqueles que desejam, realmente, jogar a favor de suas empresas e, por tabela, de suas próprias carreiras. Mesmo quem não se sente ameaçado neste instante pode ver a cadeira balançar em breve.
O importante, segundo os especialistas, é evitar a sensação de que o jogo já está ganho. Você é o responsável pela sua carreira. Não há mais espaço para a postura de que o emprego está garantido para sempre. Ainda mais, em tempos de crise financeira mundial.
$uce$$o
Jorge Vieira
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Administrar é preciso ler os sinais
Você já deve ter visto alguns desses filmes cujo enredo aborda catástrofes naturais que terminam com a completa destruição do lugar ou até mesmo do planeta, não viu? Mas, infelizmente, não é apenas em filmes que tais fatos acontecem. Você ainda deve estar impressionado com as cenas do tsunami que, em 26 de dezembro de 2004, atingiu a costa asiática provocando grande destruição e sofrimento em Sumatra e outros países, não está?
O poder da natureza é tão forte que, uma vez em movimento, nada existe que o possa deter. A única coisa que pode ser feita é uma previsão que possibilite minimizar os efeitos através da criação de estratégias de adaptação e proteção dos moradores. Vamos usar como exemplo o tsunami que destruiu a costa asiática em 2004. A pergunta é - O que poderia ter sido feito para proteger as vidas de mais de 170 mil pessoas mortas ou desaparecidas?
O poder da natureza é tão forte que, uma vez em movimento, nada existe que o possa deter. A única coisa que pode ser feita é uma previsão que possibilite minimizar os efeitos através da criação de estratégias de adaptação e proteção dos moradores. Vamos usar como exemplo o tsunami que destruiu a costa asiática em 2004. A pergunta é - O que poderia ter sido feito para proteger as vidas de mais de 170 mil pessoas mortas ou desaparecidas?
A previsão de um tsunami é algo muito difícil de ser feita. Para tentar reduzir o nível de destruição o governo da Indonésia fez parcerias com cientistas de outros países para implantar sensores no fundo do mar com o objetivo de fornecer dados de movimentos sísmicos. Interligadas a um satélite, essas informações permitirão às autoridades tomar providências para proteger os moradores das possíveis áreas afetadas.
Mas esses acontecimentos não surgem do nada. Além das causas, muitas delas até mesmo previsíveis, pequenos detalhes, que eu chamo de “sinais”, vão deixando transparecer que algo de anormal está acontecendo. Quer ver alguns exemplos de sinais? Por que motivo os elefantes, normalmente dóceis e pacatos, desobedeceram às ordens dos seus domadores e fugiram, desesperadamente, para as Colinas de Khaolak? Muita coincidência para ser apenas um capricho desses gigantescos paquidermes, você não acha? - “Não existe nenhum elefante morto. Nem sequer foi encontrado um coelho morto”, afirmou o diretor do Sri Lanka’s Wildlife Department.
Quer ver outro exemplo que aconteceu nas águas do litoral da Flórida, nos Estados Unidos? Quatorze tubarões galha-preta, devidamente “chipados” foram observados saindo do seu território. O que tem isso de anormal? - poderá estar você perguntando. Acontece que esses tubarões nunca haviam tido esse comportamento durante os quatro anos de monitoramento e o fizeram aproximadamente 12 horas antes da chegada do furação Charley. Só duas semanas depois voltaram aos seus habitats. Terá sido também mera coincidência ou os animais possuem alguma sensibilidade natural que faz com que sejam capazes de ler os sinais da natureza?
Com certeza você deve estar querendo saber aonde eu quero chegar com esses exemplos, não está? Quer seja empresário ou ocupe um cargo de responsabilidade, além dos conhecimentos técnicos e de todas as habilidades exigidas, você precisará aprender a ler os sinais se quiser sobreviver no mundo dos negócios. Você deve estar às voltas com as conseqüências da recente crise que afetou os mercados mundo afora, não está? Pois se elefantes e tubarões conseguiram detectar os sinais de que alguma coisa não estava normal e que precisariam tomar uma providência para se manterem vivos, o mesmo poderia ter acontecido com essa crise que provocou um colapso nas principais Bolsas de Valores e Mercados de todo o mundo. A pergunta que precisa ser respondida é - “Mas essa crise surgiu do nada ou teve uma causa que poderia ter sido prevista?”
Não! Essa crise não surgiu do nada. Tanto que foi prevista pelo professor Nouriel Roubini, apelidado de Dr. Apocalipse pelos economistas que não queriam acreditar que uma crise pudesse desestabilizar a “sólida” economia mundial. Mas como o Dr. Roubini conseguiu prever tal calamidade quatro anos antes da crise estourar? Que dons sobrenaturais têm o Dr. Apocalipse que o diferencia dos poderosos e bem informados governantes, economistas e homens de negócios do mundo inteiro?
A meu ver ele tem um dom sim. Não sobrenatural, é claro! Mas o de ler sinais que apontam para uma tendência. Mas que sinais seriam esses que ninguém viu? Antes de mencionar alguns vale comentar que outras pessoas viram sim! Mas ou não souberam interpretar ou se calaram para não correr o risco de matar a galinha dos ovos de ouro. Será que não teria dado para perceber que o mercado imobiliário americano, crescendo de forma acelerada através do artifício dos juros baixos, e com os preços das moradias superinflacionados em função do espiral especulativo poderia entrar em colapso a qualquer momento? É lógico que daria! Ganância desmedida sempre acaba mal e nesse caso tivemos a ganância dos bancos somada á ganância dos compradores, que superestimaram suas rendas para garantir o empréstimo. Quando a bolha estourou o calote foi geral e a realidade veio á tona - ninguém tinha “dólar” para pagar as hipotecas dos imóveis adquiridos. O resultado foi o que você já sabe.
Sabe o que isso me lembra? Do avarento que tinha uma galinha que diariamente punha um enorme ovo de ouro. Com medo de que alguém pudesse roubar a sua preciosidade o avarento decidiu abrir a barriga da galinha e se apoderar de todos os ovos de ouro antes que alguém o fizesse. A conclusão é óbvia - A ganância fez que ficasse sem galinha e sem ouro! - (Qualquer semelhança com a crise das hipotecas americanas é pura coincidência!)Mas vamos ao que importa. Vou fazer umas perguntas e você vai respondendo mentalmente, ok?
· Você é capaz de ler os sinais que mostram que algo não vai bem com a sua empresa, com o mercado ou com o seu pessoal?
· Você reserva um pouco do seu tempo para andar pela empresa e procurar por sinais?
· Você costuma parar para meditar sobre o que poderá estar errado na sua empresa?
· Você costuma juntar a sua equipe com o objetivo de procurar sinais de que algo não vai bem?
· Você conversa com clientes e consumidores para encontrar sinais de mudanças no mercado?
· Você está percebendo que o gráfico de vendas tende a estacionar num determinado patamar?
· Você notou que está começando a perder o controle sobre os custos e despesas financeiras?
· Você percebeu certa dificuldade em conseguir dinheiro junto aos bancos para capital de giro?
· Você começou a ter dificuldade para manter o pagamento das suas contas em dia?
· Você está sentindo que os profissionais mais competentes e produtivos estão caindo fora?
· Você percebeu certa dificuldade para negociar preços com os fornecedores?
· Você está sentindo que se continuar assim vai precisar reduzir produção e cortar pessoal?
Agora, anote o mais importante!
Perceber tudo isso quando a casa já caiu é muito fácil. Os escombros são pesados e costumam machucar. O grande desafio é você desenvolver a intuição para perceber os sinais assim que eles começam a surgir. Os sinais de que algo vai bem ou vai mal existem. Eles sempre estão lá.
O seu grande desafio em relação aos sinais - conseguir vê-los!
O seu grande problema em relação aos sinais - querer vê-los!
O valor de uma reunião de Vendas
Uma das atividades rotineiras na área comercial é a realização de reuniões de equipe. Estes encontros vão desde os mais formais como a convenção de vendas até os operacionais, onde se busca um alinhamento tático e definições de curto prazo. Mais será que todas as reuniões são necessárias e mais ainda, produtivas? Qual o valor de cada reunião considerando uma relação custo x benefício vantajosa? Poderiam ser utilizados outros meios para atingir o objetivo proposto sem precisar reunir toda a equipe?
A proposta deste post não é elencar um conjunto de regras para realização de uma reunião eficiente, mas sim nos concentrar na essência desta atividade e o que a leva a ter sucesso ou fracasso indiferente do seu tamanho ou duração.Em primeiro lugar, o objetivo do encontro tem que estar claro e disponível de forma prévia para todos os participantes, destacando inclusive se será necessário que eles levem algum material ou coletem alguma informação específica no mercado. A confecção de uma agenda é a base. Todos os temas a serem abordados devem estar contemplados e os horários previstos devem ser factíveis com o conteúdo a ser apresentado. Não se esqueça de planejar os períodos de intervalo e almoço. O cumprimento do horário é um fator fundamental para o sucesso, pois demonstra não só organização e disciplina ao grupo, mas principalmente, porque maximiza o tempo de todos e facilita o atingimento dos resultados esperados da reunião.
Durante o encontro, utilize os recursos audiovisuais mais adequados e principalmente uma comunicação assertiva e ao mesmo tempo democrática, possibilitando a todos opinarem e compartilharem suas idéias e sugestões.
Lembre-se, reuniões de vendas não são e não podem ser monólogos de gerentes ou diretores ! Ao final, faça um resumo do que foi discutido, proposto, e convencionado. O alinhamento solidificará o resultado da reunião e reforçará a implementação das novas estratégias e ações no dia-a-dia no campo. Ah... não se esqueça ainda que uma boa dose de humor e alegria ajuda a administrar eventuais tensões e inseguranças do grupo, facilitando a comunicação entre o time e a obtenção de soluções e alternativas em conjunto.
Boa reunião e bom trabalho!
Os grandes mitos da Negociação
Existem algumas crenças, sem fundamento que, de tanto serem adotadas, acabam adquirindo características de verdades. São os chamados “mitos” que estão presentes nos diversos ângulos da nossa vida. À medida em que esses mitos vão sendo adotados e acreditados, acabam adquirindo a chancela de “verdades absolutas”. A partir daí adquirem tal força que passam a interferir no comportamento dos indivíduos e até mesmo da sociedade como um todo.
A negociação, por ser uma atividade presente na vida de toda e qualquer pessoa acaba recebendo as influências de alguns desses mitos. Se você, que pretende ser um negociador profissional ou, pelo menos, melhorar os resultados de suas negociações, não estiver precavido e consciente dos efeitos de tais mitos, com certeza será por eles envolvido e até mesmo prejudicado.
Você deve estar questionando - Mas que mitos são esses? Como eles podem interferir nos meus negócios? Vamos ver e analisar alguns?
· Preço de mercado - Com certeza você já usou, ou alguém usou “contra” você esta argumentação para justificar o preço, não usou? Imagine que você está vendendo uma casa e o comprador diz: ”O seu preço está muito acima do preço de mercado”. E aí? Que argumentos você tem para derrubar esse mito? O comprador está tentando transformar a sua casa em “commodity”! Ele está querendo dizer que a sua casa é igualzinha a todas as que ele já viu. Se você não tiver argumentos que diferenciem a sua casa das demais, o preço de mercado acabará sendo o parâmetro. Mas, se você encontrar diferenciais que tornem a sua casa única, então o preço de mercado acabará caindo por terra. Você, como vendedor da casa, também poderá tentar usar esse argumento a seu favor, dizendo: “Eu não estou pedindo nada demais. É preço de mercado!”. Nesse caso caberá a ele derrubar a sua tese.
· Preço fixo - Esse é outro mito muito utilizado. Mas o que é preço fixo? Em que leis se baseiam essas empresas ou vendedores para engessarem seus preços a ponto de não poderem fazer qualquer concessão? O que você está fazendo quando diz para o comprador que o seu preço é fixo? Está dizendo, com todas as letras, que com você não tem negociação! Que é pegar ou largar! E o pior é que muitas pessoas ainda acreditam! Quem usa essa argumentação deve gostar de viver perigosamente e encher a sua vida de conflitos e riscos. Ou, por outro lado, não deve conhecer o mais rudimentar princípio da negociação - Deixe o seu oponente sair com a sensação de que foi ele quem conduziu a negociação e soube fazer um bom negócio! Por questão de princípios, para não dizer de ego, as pessoas quando ocupam o papel de compradores gostam de ter a sensação de que dominaram a situação e levaram alguma vantagem. Sabendo disso, quando no papel de vendedores, essas mesmas pessoas deveriam trabalhar os seus egos e fazer de tudo para que os compradores saiam com a sensação de vitória. E eles, vendedores, com o pedido fechado e a comissão no bolso.
· Autoridade limitada - Outro mito interessante! Você está numa loja negociando um televisor. Lá pelas tantas, já decidido a fechar o negócio, você vira para o vendedor e pede um desconto. O que acontece? A resposta é quase sempre a mesma - “Só quem pode dar desconto é o gerente e, infelizmente, ele deu uma saidinha!”. O vendedor está dizendo que não tem autoridade para conceder descontos. Você tem duas alternativas - decide comprar pelo preço que ele pediu ou bate o pé dizendo que sem desconto não compra, que viu o mesmo televisor mais barato na loja ao lado da sua casa, se despede e vai se dirigindo para a porta de saída. O que normalmente acontece? O vendedor pede para você esperar um pouquinho, que ele vai ver se consegue essa autorização com alguém. Daí a alguns minutos ele volta sorridente, diz que você é uma pessoa de sorte e alguém autorizou o desconto. Pode ser que essa encenação nem sempre dê os frutos esperados. Mas alguma coisa você sempre consegue! E como diz o ditado popular, quem não chora não mama.
· Preço de tabela - Este é mais um mito é parecido com o do “preço fixo”. Na hora que você pedir um desconto, o vendedor vai apresentar a você uma tabela para fortalecer o argumento de que não pode dar desconto. Que na empresa dele o preço é tabelado De fato, não podemos questionar que a apresentação de uma tabela, algo documentado, tem certo poder para influenciar algumas pessoas, que acabam aceitando o fato consumado. Algo que não pode ser questionado! Mas, na prática, não é bem assim! Afinal, o que é uma tabela? Nada mais do que uma referência onde as empresas colocam o custo adicionado de um “markup” que lhes é interessante e que serve como base para a aplicação das suas políticas de vendas. Quem não se lembra do famoso “Plano Cruzado” lançado pelo ministro Funaro? As tabelas de preços das empresas eram tão “gordas” que não era raro ver alguém dando descontos da casa de 70 até 80% sobre os preços de tabela. A lei que vigorava nessa época era - quem grita mais paga menos!
Esses são apenas alguns dos mitos enfrentados por todas as pessoas, desde negociadores profissionais até donas de casa. Ou você aprende a enfentá-los e destruí-los, ou acabará deixando que se transformem em monstros reais e engolidores de boa parte dos seus recursos ou salários.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
As pessoas com mais de 50 anos......
Nascer nos anos 50 ou 60 foi barra. Uma geração foi feita para romper com a anterior, mas essa chegou ao mundo para mudar todos os conceitos de várias gerações. Faz apenas 50 anos que apareceu a televisão, o chuveiro elétrico, a declaração dos direitos humanos e a revista Playboy. Casar era pra sempre, sustentar filhos era até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na sala de jantar. As avós eram umas velhinhas e hoje uma mulher de 40 ou 50 anos é um mulherão. Todos nos vestimos como nossos filhos. Não existem mais velhos como antigamente. Essa foi uma geração que mudou tudo. Culpa da pílula, dos Beatles, da Internet, da globalização, do muro de Berlim, da televisão, da tecnologia, do Viagra. Até morrer ficou diferente.
Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isto aconteceu logo depois de completar 57 anos. Hoje se morre com 80 ou aos 90 e é um vapt-vupt. Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quer poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão.
Hoje aprendemos a ouvir as crianças falando sobre namorado da mãe e o pai do irmão e temos apenas 15 minutos para ficar com a certeza de que tudo isso é normal e saudável. As pessoas que têm mais de 50 anos têm 15 minutos para dar uma opinião sobre o clima da terra, o aquecimento global, os transgênicos, as mortes das baleias, a guerra do Iraque, o orgasmo múltiplo, a venda e a falta de empregos, os muçulmanos, a reforma agrária. Sem esquecer de ser politicamente correto, é claro.
Em 50 anos tiraram à filosofia da educação e como o pensamento era reprimido pela revolução tudo virou libertação. Pedagogia da libertação, teologia da libertação, psicologia da libertação. Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita. As pessoas de mais de 50 anos aprenderam à tapa e na rapidez a assimilar todas as mudanças do mundo. Os filhos, por falta de emprego, não têm mais anseios de ir embora. Ficam morando eternamente e mandando na casa e com os controles remoto da TV, do DVD, do ar-condicionado na mão. Afinal, quem detém o poder do controle remoto manda na casa. São eles.
Um amigo lá na casa dos 50 contou que o pai sentava-se à mesa e a mãe servia o prato. Quando era galinha, ela vinha inteira. O pai gostava de sobre-coxa. Pronto, as duas eram para ele. Meu amigo também adorava sobre-coxa, mas pensava que quando se casasse sentar-se-ia à mesa e receberia a maravilha de ser agraciado com o fruto de seu desejo. Aí, a libertação aconteceu e os filhos passaram a se servir primeiro. O desgraçado do filho mais velho deu para gostar da sobre-coxa. Ele contava que apenas quatro vezes na vida conseguiu comer o que mais gostava. E nem dar um tapa no filho pode. Pode ficar traumatizado.
As pessoas de mais de 50 anos sabiam de cor a escalação do Fluminense no tempo do Castilho, Píndaro e Pinheiro. Hoje aprenderam a escalação do Senado, que têm no ataque Sarney, Renan e Collor. E como esses caras roubavam no jogo! Para as pessoas de mais de 50 anos, palhaço era o Carequinha da TV Tupi. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era, hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara e de uma cidade que não existia, chamada Brasília. Ângela dançaria só na zona. Naqueles tempos, frango jamais ficava gripado, no Rio Grande do Sul só tinha enchente, presidente era alfabetizado, experiência com feijão e algodão germinando a gente fazia na escola e não em vôo espacial. Movimento social era reunião dançante, dia da mentira não era data nacional, piercing quem usava era índio botocudo, mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde se divide dinheiro.
O homem chegava à lua e descobria que a Terra era azul, hoje um brasileiro se emocionou ao ver o Brasil lá do alto, é marrom e fede; caseiro não era mais ético do que ministro; quadrilha era dança e não razão de existir de partido político; operário era padrão e não rimava com ladrão. Ninguém tinha um esqueleto no armário nem dava tiro no pé. Manteiga era usada pelo Marlon Brando no Último Tango em Paris. Pizza se comia em casa e era bem alta, com molho de tomate e sardinha; hoje entregam uma a toda semana no Congresso do Planalto. O clube dos cafajestes eram uns playboys e não um País. As pessoas de + de 50 anos estão assim meio tontas, mas vão levando.
Fumaram e deixaram de fumar, beberam um whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral, foram marxistas até descobrir quem foram os irmãos Marx, não têm mais certeza de nada e a única música do Beatles a tocar é "Help".
Pára Brasil, que os caras de mais de 50 anos querem descer. Ao ler este texto dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade!
Que a nossa realidade está de fazer vergonha! E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"?
Jorge Vieira da Rocha
Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isto aconteceu logo depois de completar 57 anos. Hoje se morre com 80 ou aos 90 e é um vapt-vupt. Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quer poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão.
Hoje aprendemos a ouvir as crianças falando sobre namorado da mãe e o pai do irmão e temos apenas 15 minutos para ficar com a certeza de que tudo isso é normal e saudável. As pessoas que têm mais de 50 anos têm 15 minutos para dar uma opinião sobre o clima da terra, o aquecimento global, os transgênicos, as mortes das baleias, a guerra do Iraque, o orgasmo múltiplo, a venda e a falta de empregos, os muçulmanos, a reforma agrária. Sem esquecer de ser politicamente correto, é claro.
Em 50 anos tiraram à filosofia da educação e como o pensamento era reprimido pela revolução tudo virou libertação. Pedagogia da libertação, teologia da libertação, psicologia da libertação. Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita. As pessoas de mais de 50 anos aprenderam à tapa e na rapidez a assimilar todas as mudanças do mundo. Os filhos, por falta de emprego, não têm mais anseios de ir embora. Ficam morando eternamente e mandando na casa e com os controles remoto da TV, do DVD, do ar-condicionado na mão. Afinal, quem detém o poder do controle remoto manda na casa. São eles.
Um amigo lá na casa dos 50 contou que o pai sentava-se à mesa e a mãe servia o prato. Quando era galinha, ela vinha inteira. O pai gostava de sobre-coxa. Pronto, as duas eram para ele. Meu amigo também adorava sobre-coxa, mas pensava que quando se casasse sentar-se-ia à mesa e receberia a maravilha de ser agraciado com o fruto de seu desejo. Aí, a libertação aconteceu e os filhos passaram a se servir primeiro. O desgraçado do filho mais velho deu para gostar da sobre-coxa. Ele contava que apenas quatro vezes na vida conseguiu comer o que mais gostava. E nem dar um tapa no filho pode. Pode ficar traumatizado.
As pessoas de mais de 50 anos sabiam de cor a escalação do Fluminense no tempo do Castilho, Píndaro e Pinheiro. Hoje aprenderam a escalação do Senado, que têm no ataque Sarney, Renan e Collor. E como esses caras roubavam no jogo! Para as pessoas de mais de 50 anos, palhaço era o Carequinha da TV Tupi. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era, hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara e de uma cidade que não existia, chamada Brasília. Ângela dançaria só na zona. Naqueles tempos, frango jamais ficava gripado, no Rio Grande do Sul só tinha enchente, presidente era alfabetizado, experiência com feijão e algodão germinando a gente fazia na escola e não em vôo espacial. Movimento social era reunião dançante, dia da mentira não era data nacional, piercing quem usava era índio botocudo, mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde se divide dinheiro.
O homem chegava à lua e descobria que a Terra era azul, hoje um brasileiro se emocionou ao ver o Brasil lá do alto, é marrom e fede; caseiro não era mais ético do que ministro; quadrilha era dança e não razão de existir de partido político; operário era padrão e não rimava com ladrão. Ninguém tinha um esqueleto no armário nem dava tiro no pé. Manteiga era usada pelo Marlon Brando no Último Tango em Paris. Pizza se comia em casa e era bem alta, com molho de tomate e sardinha; hoje entregam uma a toda semana no Congresso do Planalto. O clube dos cafajestes eram uns playboys e não um País. As pessoas de + de 50 anos estão assim meio tontas, mas vão levando.
Fumaram e deixaram de fumar, beberam um whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral, foram marxistas até descobrir quem foram os irmãos Marx, não têm mais certeza de nada e a única música do Beatles a tocar é "Help".
Pára Brasil, que os caras de mais de 50 anos querem descer. Ao ler este texto dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade!
Que a nossa realidade está de fazer vergonha! E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"?
Jorge Vieira da Rocha
A História de duas Pulgas
Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento: o que lembra a história de duas pulgas.
Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar.
Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas. E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente. E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa.
Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez. E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez. E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica? - Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento. - E por que é que estão com cara de famintas? - Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia. Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia? - Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora - Hã? O que as lesmas têm a ver com pulgas? - Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico. - E o que a lesma sugeriu fazer??
- 'Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança'. Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente...
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento...
Pense nisto e veja como anda o seu posicionamento...
Jorge Vieira da Rocha
Quer mudar? Mude o sabor
A diferença entre ter uma proposta aprovada ou rejeitada depende da forma de vender. Especialmente para a turma de vendas.
Em minha experiência na área de Vendas, eu aprendi uma coisa: todo mundo cobra tudo do departamento comercial. Porque a área de vendas carrega o fardo de ser a única fonte de recursos da empresa, e todas as outras atividades – importantíssimas, sem dúvida – dependem de recursos. Por isso, ostentar o crachá de vendedor é estar sempre preparado para agüentar pressões.
Já em minha experiência na área de Marketing, eu aprendi quatro coisas fundamentais:
1 – Se o produto está vendendo bem, lança-se uma extensão de linha;
2 - Se o produto está vendendo mais ou menos, faz-se uma promoção;
3 - Se o produto não está vendendo bem, muda-se a embalagem;
4 – Se as vendas do produto são um desastre total, muda-se o sabor. Ou a cor. Ou o tamanho;
Até aí, sem problemas. O problema começa no momento em que as grandes soluções de Marketing passam a depender dos grandes esforços de vendas. Na prática, a pressão para atingir metas faz com que a área de Vendas seja a que menos gosta de mudanças e a que mais necessita de válvula de escape. No dia em que restar um único fumante na empresa, com certeza ele será de vendas. A tensão faz com que o pessoal do comercial oscile entre o otimismo na hora de prometer e o pessimismo na hora de entregar.
E vivenciar essa dualidade comportamental significa verbalizá-la através da ameaça mais temida de uma empresa; “Tudo bem, mas as vendas vão cair” (em minha experiência com a área de recursos humanos, eu aprendi que qualquer frase impressiona mais o interlocutor se contiver os termos “vivenciar”, “dualidade”, “comportamental”, e “verbalizar”).
Certa vez, eu precisava fazer algumas mudanças na sistemática comercial. Na verdade, pouca coisa iria mudar mais eu sabia que a primeira reação da equipe iria ser a de enxergar milhões de defeitos no novo processo. Só que não haveria tempo para muitas discussões nem para explicações. No mês seguinte teríamos a nossa Reunião trimestral de Vendas, e eu necessitava do apoio9 incondicional para promover as mudanças. E só havia uma forma de fazer isso. Sem aviso prévio, eu anunciei à turma de Vendas que iríamos mudar o sabor do produto. O pessoal de Marketing mandou fazer um lote de embalagens com a expressão “Novo Sabor”, escrita em letras vermelhas, enormes e mandou o produto para a área de Vendas provar, discutir e nos trazer a opinião do grupo no dia da Reunião Trimestral.
E o pessoal trouxe mesmo. Convictamente, como é de praxe em vendas. Em resumo, 52% acharam o novo sabor muito ruim, 24% disseram que não era melhor nem pior, mas descaracterizava o produto, 18% acharam o novo sabor razoável, mas muito forte, e os poucos restantes não achavam nada, mas eram contra mudar o sabor. Então humildemente, meu colega de Marketing pediu desculpas por não ter se explicado bem quando enviou o produto.
Na verdade, disse ele, ninguém tinha mexido no sabor, que continuava exatamente o mesmo de antes. A opinião solicitada era sobre a embalagem. As letras estavam de bom tamanho? A cor era chamativa? E a equipe desandou a rir, ao perceber que tinha visto alterações radicais em algo que não havia sido mudado.
Aí, a proposta de mudança na sistemática de Vendas – que, assim como o sabor, ia mudar quase nada - foi colocada em votação. E, sob gargalhadas, foi aprovada.
$uce$$o
Jorge Vieira
Em minha experiência na área de Vendas, eu aprendi uma coisa: todo mundo cobra tudo do departamento comercial. Porque a área de vendas carrega o fardo de ser a única fonte de recursos da empresa, e todas as outras atividades – importantíssimas, sem dúvida – dependem de recursos. Por isso, ostentar o crachá de vendedor é estar sempre preparado para agüentar pressões.
Já em minha experiência na área de Marketing, eu aprendi quatro coisas fundamentais:
1 – Se o produto está vendendo bem, lança-se uma extensão de linha;
2 - Se o produto está vendendo mais ou menos, faz-se uma promoção;
3 - Se o produto não está vendendo bem, muda-se a embalagem;
4 – Se as vendas do produto são um desastre total, muda-se o sabor. Ou a cor. Ou o tamanho;
Até aí, sem problemas. O problema começa no momento em que as grandes soluções de Marketing passam a depender dos grandes esforços de vendas. Na prática, a pressão para atingir metas faz com que a área de Vendas seja a que menos gosta de mudanças e a que mais necessita de válvula de escape. No dia em que restar um único fumante na empresa, com certeza ele será de vendas. A tensão faz com que o pessoal do comercial oscile entre o otimismo na hora de prometer e o pessimismo na hora de entregar.
E vivenciar essa dualidade comportamental significa verbalizá-la através da ameaça mais temida de uma empresa; “Tudo bem, mas as vendas vão cair” (em minha experiência com a área de recursos humanos, eu aprendi que qualquer frase impressiona mais o interlocutor se contiver os termos “vivenciar”, “dualidade”, “comportamental”, e “verbalizar”).
Certa vez, eu precisava fazer algumas mudanças na sistemática comercial. Na verdade, pouca coisa iria mudar mais eu sabia que a primeira reação da equipe iria ser a de enxergar milhões de defeitos no novo processo. Só que não haveria tempo para muitas discussões nem para explicações. No mês seguinte teríamos a nossa Reunião trimestral de Vendas, e eu necessitava do apoio9 incondicional para promover as mudanças. E só havia uma forma de fazer isso. Sem aviso prévio, eu anunciei à turma de Vendas que iríamos mudar o sabor do produto. O pessoal de Marketing mandou fazer um lote de embalagens com a expressão “Novo Sabor”, escrita em letras vermelhas, enormes e mandou o produto para a área de Vendas provar, discutir e nos trazer a opinião do grupo no dia da Reunião Trimestral.
E o pessoal trouxe mesmo. Convictamente, como é de praxe em vendas. Em resumo, 52% acharam o novo sabor muito ruim, 24% disseram que não era melhor nem pior, mas descaracterizava o produto, 18% acharam o novo sabor razoável, mas muito forte, e os poucos restantes não achavam nada, mas eram contra mudar o sabor. Então humildemente, meu colega de Marketing pediu desculpas por não ter se explicado bem quando enviou o produto.
Na verdade, disse ele, ninguém tinha mexido no sabor, que continuava exatamente o mesmo de antes. A opinião solicitada era sobre a embalagem. As letras estavam de bom tamanho? A cor era chamativa? E a equipe desandou a rir, ao perceber que tinha visto alterações radicais em algo que não havia sido mudado.
Aí, a proposta de mudança na sistemática de Vendas – que, assim como o sabor, ia mudar quase nada - foi colocada em votação. E, sob gargalhadas, foi aprovada.
$uce$$o
Jorge Vieira
sábado, 19 de setembro de 2009
Brasileiro é assim.....?????
Para sua Reflexão
- Não faz o trabalho na Universidade pede aos colegas que coloque o seu nome e quer grau 10.0.
- Quando faltas a aula pede que o colega assine a pauta por ele.
- Falta as aulas e se julga no direito de avaliar o Professor;
- Não participa dos trabalhos, nada contribui para o desenvolvimento das aulas, é um peso morto, mas sabe além de gostar de criticar os professores.
- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
- Fala no celular enquanto dirige.
-Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Para em filas duplas, triplas em frente às escolas .
- Viola a lei do silêncio.
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
- Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
- Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
- Substitui o catalizador do carro por um que só tem a casca.
- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis..... como se isso não fosse furto.
- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado...
- Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem...
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos...Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas. Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não ? Brasileiro reclama de quê, afinal?
Você como brasileiro pense nisto e responda se é que tenha respostas as indagações acima.
Jorge Vieira
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Sou Eu o Resmungão?
Estava lendo na Internet o seguinte texto:
Alguém em Evansburg, uma aldeia a oeste de Edmonton, tomou a liberdade de fazer um acréscimo nas placas que indicam os limites da cidade. A placa agora mostra:
"Bem-vindo a Evansburg, uma aldeia próspera, com ar limpo e água fresca, e pessoas amigas. População – 600 habitantes -- 29 cachorros – 41 gatos -- 1 resmungão".
Comentários do editor do jornal local: "Embora todos os 600 habitantes possam se sentir incriminados, provavelmente apenas a pessoa que escreveu nas placas sabe a identidade do resmungão". Infelizmente, na maioria dos lugares onde existe um grupo de pessoas reunidas, existe um resmungão -- uma pessoa que reclama constantemente, que só consegue ver o lado sombrio das coisas. Todos nós devíamos fazer a pergunta:
"Será que sou eu o Resmungão?"
Há pessoas que nunca estão satisfeitas com nada. Reclamam do calor, do tempo chuvoso, do aglomerado de pessoas, dos ambientes desertos, das pessoas que sempre estão sorrindo, daqueles que fecham o semblante e nunca mostram bom-humor, dos que falam alto, de alguns que falam sussurrando. Do professor que passa muitos casos, do professor que nada passa, do Gerente que cobra, do Gerente que deixa a coisa fluir -- enfim, nada lhes agrada.
Sempre estão procurando pretexto para reclamar e se sentem frustrados quando não encontram motivos para isso. Seu hobby preferido é descobrir os defeitos dos outros e enchem-se de prazer quando alcançam êxito em seus propósitos. Julgam-se vitoriosos, mas na verdade, são pessoas frustradas, tristes e vazias.
Quão felizes são aqueles que aprendem com a vida, que conseguem perceber o lado positivo dos acontecimentos, que conseguem visualizar a oportunidade mesmo nas coisas que para ela naquele momento não têm serventia, que reconhecem que todas as coisas cooperam para o seu bem e que Deus está no controle de tudo. Se você costuma resmungar de tudo e de todos, peça a Deus para modificar seu modo de ser e que de sua boca saiam palavras de incentivo e apoio.
Pense nisto e deixe de resmungar
Jorge Vieira
Alguém em Evansburg, uma aldeia a oeste de Edmonton, tomou a liberdade de fazer um acréscimo nas placas que indicam os limites da cidade. A placa agora mostra:
"Bem-vindo a Evansburg, uma aldeia próspera, com ar limpo e água fresca, e pessoas amigas. População – 600 habitantes -- 29 cachorros – 41 gatos -- 1 resmungão".
Comentários do editor do jornal local: "Embora todos os 600 habitantes possam se sentir incriminados, provavelmente apenas a pessoa que escreveu nas placas sabe a identidade do resmungão". Infelizmente, na maioria dos lugares onde existe um grupo de pessoas reunidas, existe um resmungão -- uma pessoa que reclama constantemente, que só consegue ver o lado sombrio das coisas. Todos nós devíamos fazer a pergunta:
"Será que sou eu o Resmungão?"
Há pessoas que nunca estão satisfeitas com nada. Reclamam do calor, do tempo chuvoso, do aglomerado de pessoas, dos ambientes desertos, das pessoas que sempre estão sorrindo, daqueles que fecham o semblante e nunca mostram bom-humor, dos que falam alto, de alguns que falam sussurrando. Do professor que passa muitos casos, do professor que nada passa, do Gerente que cobra, do Gerente que deixa a coisa fluir -- enfim, nada lhes agrada.
Sempre estão procurando pretexto para reclamar e se sentem frustrados quando não encontram motivos para isso. Seu hobby preferido é descobrir os defeitos dos outros e enchem-se de prazer quando alcançam êxito em seus propósitos. Julgam-se vitoriosos, mas na verdade, são pessoas frustradas, tristes e vazias.
Quão felizes são aqueles que aprendem com a vida, que conseguem perceber o lado positivo dos acontecimentos, que conseguem visualizar a oportunidade mesmo nas coisas que para ela naquele momento não têm serventia, que reconhecem que todas as coisas cooperam para o seu bem e que Deus está no controle de tudo. Se você costuma resmungar de tudo e de todos, peça a Deus para modificar seu modo de ser e que de sua boca saiam palavras de incentivo e apoio.
Pense nisto e deixe de resmungar
Jorge Vieira
Não permita que velhos paradigmas impeçam o seu sucesso
Os seus colegas de trabalho são abertos a novas idéias? Quando um novo assunto é abordado eles são flexíveis ou rechaçam de cara a proposta? Sempre que alguém sugere mudanças eles buscam meios para otimizá-las ou buscam derrubá-las? Como consultor, tenho participado de muitas reuniões ao longo de mais de três décadas de carreira profissional. O que mais me impressiona é constatar o grande número de pessoas dispostas a provar que novas idéias, por melhor que sejam, são falhas. Aliás, o meu parâmetro de rapidez atualmente e medido pela velocidade da resposta dada por alguém tão logo eu revele algo que pretendo fazer. A resposta é ligeira: isso não vai dar certo!
Conheci um camarada, muito gente-boa, que atendia pelo nome de Arruda. Ele era um verdadeiro companheiro quando o assunto fosse ir ao estádio assistir uma partida de futebol, tomar um chope ou mesmo organizar um churrasco no fim-de-semana. Porém, ele se transformava por completo quando convidado para participar de uma reunião na empresa. A sua expressão facial mudava e, antes mesmo do encontro começar, ele já se inteirava do que seria tratado para pensar em uma estratégia contrária. A reunião iniciava e ele não dava um pio se quer. Quando alguém abordava uma nova idéia ele ficava atento e não demorava muito para disparar um contra-argumento para provar que a sugestão era falha.
O que sempre me impressionou muito também foi constatar que Arruda tinha bons argumentos para contrariar. Aliás, se ele recorresse a sua ótima capacidade criativa para examinar o lado positivo das questões, tenho certeza que se tornaria rapidamente o presidente da organização. Mas porque, afinal de contas, fatos assim acontecem? Por muitas razões, porém o que está por detrás desse comportamento, normalmente é o que chamamos de paradigmas, ou seja, as lentes através das quais vemos o mundo. Alguns anos atrás fui visitar um novo cliente e adivinhe quem estava dirigindo o departamento de vendas? Acertou se respondeu o Arruda. Lá estava ele, agora com mais cabelos brancos. Conversamos um pouco sobre os velhos tempos e, não demorou muito, fui convidado para a sala de reunião. Enquanto me preparava pegando o material em minha pasta, tente adivinhar quem se sentou bem ao meu lado?
Acertou de novo se respondeu o Arruda.
Assim que iniciei a minha exposição, com um discreto olhar, percebi que ele mantinha aquele seu jeito peculiar de se comportar nas reuniões. Sorte minha que já o conhecia, daí ao invés de afirmações eu fiz perguntas direcionadas ao Arruda. Para o meu sossego, ele acabou sugerindo o que eu pretendia abordar. Todos ficaram muito impressionados como eu consegui tamanha façanha. Aliás, soube depois que havia até uma bolsa de apostas entre os funcionários sobre o “previsível” resultado do encontro. Segundo os seus colegas, o Arruda, depois que assumiu a direção do setor, tornou-se uma pessoa ainda mais radical. Durante o encontro percebi que os presentes evitavam contrariá-lo. Parecia que só ele tinha razão. Os seus colegas não desejavam se desgastar e evitavam abordar seus pontos-de-vista. Será as pessoas que têm dificuldade de lidar com novos paradigmas, um entrave para as organizações dos dias atuais?
Mude as suas crenças que os problemas mudarão juntos. Vou recorrer a uma passagem descrita no magistral livro Os Sete Hábitos Das pessoas altamente Eficazes de Stephen R. Covey para ilustrar melhor a questão. O autor relata a história de dois navios de guerra que estavam há varias semanas no mar realizando uma missão de treinamento. O mau tempo dificultava as manobras. O sentinela do navio-líder tinha a visão quase nula devido ao forte nevoeiro. O capitão permanecia na ponte durante as atividades, tendo se envolvido na seguinte situação:
- Luz à proa, à boreste - disse o vigia.
- Parada ou movendo-se para a popa? – perguntou o capitão.
- Parada, capitão – ele retrucou. Significando que o navio estava em perigo. Em rota de colisão. Imediatamente o capitão chamou o sinaleiro:
- Avise aquele navio para alterar o curso deles em 20 graus, pois estamos em rota de colisão.
- É melhor vocês alterarem o curso em 20 graus. – veio a resposta.
- Envie a seguinte mensagem: “aqui é o capitão, ordenando que vocês mudem a rota em 20 graus imediatamente”.
- Logo chegou a resposta: “aqui é um marinheiro de segunda classe. É melhor vocês alterarem o curso em 20º graus”.
- O capitão já furioso, ordenou: “este é um navio de guerra. Mude o seu curso em 20 graus. Isso é uma ordem”.
- Ao que o marinheiro do outro lado sinalizou: “aqui é um farol terrestre. Mude a sua rota em 20 graus ou vai se chocar”.
E quanto a você, enxerga colorido? É aberto a novas idéias? Nas reuniões sempre que um colega apresenta uma sugestão de mudança você, imediatamente, pensa em como otimizá-la ou tentar encontrar um ponto falho?
Pois, saiba que um bom líder evita sempre o comportamento reativo preferindo a proatividade. O verdadeiro líder se concentra na solução e não nos problemas.
Pense nisto e tenha uma ótima semana
Jorge Vieira da Rocha
"Como Vencer a Pobreza e a desigualdade"
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases. REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES.
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'Por Clarice Zeitel Vianna SilvaUFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ.
'PÁTRIA MADRASTA VIL'Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade.
Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Atendimento ou Preço em 1º Lugar
Atendimento ou Preço em 1º lugar?
Pesquisa inédita feita com exclusividade pelo IBRC - Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente, para a revista Consumidor Moderno, mostra que o atendimento é o item que o consumidor brasileiro mais valoriza numa empresa.Foram pesquisados 11 categorias de empresas:
Alimentos, Automóveis, Bancos, Cias. Aéreas, Eletroeletrônicos, Farmacêutica, Governo, Saúde, Telefonia Celular, Telefonia Fixa e Varejo.
A pesquisa ouviu 1.800 pessoas em seis cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. A pergunta feita foi:
O que é mais importante para que uma empresa respeite o consumidor? E o resultado foi:
· 43% Atendimento
· 29% Qualidade
· 17% Responsabilidade Social
· 9% Preço
· 2% Propaganda
Assim, em todas as 11 categorias e em todas as cidades pesquisadas, o item atendimento foi escolhido em primeiro lugar. E, mais uma vez, uma pesquisa séria nos mostra que "preço" não é o item principal.
Nesta pesquisa aparece apenas em 4º Lugar, com apenas 9%
Assim, mais uma vez, quando pensamos e dizemos que "nossos clientes só querem preço" estamos redondamente enganados. Eles valorizam, antes de preço, o atendimento, a qualidade dos produtos e a responsabilidade social da empresa, que engloba respeito às pessoas, ao meio-ambiente e uma ativa participação comunitária.
Atendimento em 1o. Lugar. O atendimento é o que o consumidor brasileiro mais valoriza; É importante que todo empresário, seja pequeno, médio ou grande ou mesmo qualquer executivo em qualquer posição leia e analise esta pesquisa. Temos o hábito de tomar conclusões sobre "achismos". Quando uma pesquisa séria é feita e apresentada ela merece a nossa atenção. E muitos ainda dirão:
"No meu mercado é diferente..." ou ainda "No meu ramo é diferente...." ou ainda "Na minha cidade ou região é diferente...".
Antes de dar essas desculpas, pense se realmente há uma diferença em seu atendimento. E quero chamar a atenção porque "VALOR" para o cliente tem que ser para o cliente e não para a empresa. Há empresas que julgam estar fazendo coisas de valor para seus clientes e que os clientes não percebem como valor. Assim, antes de dizer "meus clientes só querem preço", analise como é o atendimento em sua empresa e o que pode ser feito para melhorar ainda mais o que já existe.
E "atendimento" é um conjunto de ações. Não é só sorriso no balcão. Atendimento é entregar na hora certa. Atendimento é cumprir o que é prometido mesmo oralmente. Atendimento é rapidez e respeito pelo tempo do cliente. Atendimento é logística e distribuição.
Pense nisso e atenda melhor seu cliente.
Jorge Vieira da Rocha
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Será que você é mesmo Substituível
Na sala de reunião de uma multinacional, o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um, ameaça: "Ninguém é insubstituível."
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:- Alguma pergunta? - Tenho sim. E Beethoven? - Como? - diz o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível; quem substituiu Beethoven?
Silêncio. Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmãoZacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível" Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda a certeza, ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim, sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que faço é uma gota no oceano, mas sem ela o oceano será menor."
Terceirizando Responsabilidades
Um artigo publicado no jornal nos chamou a atenção, pelo tema enfocado. Tratava das desculpas que sempre damos para justificar a nossa infelicidade. O articulista dizia que um amigo seu, depois de mais de uma década de casamento infeliz, separou-se e, após temporária euforia, caiu em profunda tristeza.
Curioso, perguntou-lhe: “Qual a razão para tanto sofrimento?”.
E seu amigo respondeu: “Aquela maldita está me fazendo uma grande falta, pois agora já não tenho a quem culpar pela minha infelicidade”.
O curioso é que muitas vezes nós também agimos de maneira semelhante, pois sempre estamos à procura de alguém a quem responsabilizar pela nossa infelicidade. E isso é resultado do atavismo que trazemos embutido na nossa forma de pensar e agir. Quando somos jovens ouvimos nossos pais e amigos dizerem que um dia encontraremos alguém que nos faça feliz. Então acreditamos que esse alguém tem a missão de nos trazer a felicidade. E passamos a aguardar que chegue logo para fazer o milagre. Mas, antes disso, quando ainda somos criança, nossos pais acham sempre algo ou alguém a quem culpar pelo nosso sofrimento.
Se nos descuidamos e tropeçamos numa pedra, a culpa foi da pedra, que não saiu da nossa frente. Se brigamos com o amiguinho, foi ele que nos provocou. Se tiramos nota baixa na escola, a culpa é do professor que não soube nos ensinar. E é assim que vamos terceirizando nossos problemas e nossa felicidade. E, por conseguinte, as responsabilidades e as soluções.
Se sinto ciúmes, é porque a pessoa com quem me relaciono não permite que eu dirija a sua vida. Embora devesse admitir que é porque não sinto confiança em mim. Se a inveja me consome, a culpa é de quem se sobressai, de quem estuda mais do que eu, de quem avança e não me dá satisfação dos seus atos. Se alguém do meu relacionamento tem mais amizades e recebe mais afeto do que eu, fico inventando fofocas para destruir as relações, em vez de conquistar, com sinceridade e dedicação, o afeto que desejo.
Se uma amiga, ou amigo, faz regime e emagrece, e eu não consigo, fico infeliz por isso. Se tenho problemas de saúde e não melhoro, a culpa é do médico, afinal eu o pago para me curar e ele não cumpre o seu dever..., ainda que eu não siga as suas orientações. Se não consigo um bom emprego é porque ninguém me valoriza, e às vezes esqueço de que há muito tempo não invisto na melhoria de minha qualidade profissional.
* * *
Pensando assim, nós nos colocamos na posição de vítimas, julgando que só não somos felizes por causa dos outros. Afinal, ninguém sabe nos fazer feliz... Importante pensar com maturidade a esse respeito, pois somente admitindo que somos senhores da nossa vida e do nosso destino, deixaremos de encontrar desculpas, e faremos a nossa parte.
* * *
Se seus relacionamentos estão enfermos, analise o que você tem oferecido aos outros. De que Considere sempre a maneira os tem tratado. Que atenção tem lhes dado. Que você pode ser o problema. Analise-se. Observe-se. Ouça a sua voz quando fala com os outros. Sinta o teor de suas palavras. Preste atenção quando fala de alguém ausente. Depois dessas observações, pergunte-se, sinceramente, se você tem problemas ou se é o próprio problema. Não tenha medo da resposta, afinal você não deseja ser feliz? Então não há outro jeito, a não ser enfrentar a realidade...
A felicidade é construção diária e depende do que consideramos o que seja ser feliz. Se admitimos que a felicidade é uma forma de viver, basta aprender a arte de bem-viver. E bem viver é buscar a solução dos problemas, sem terceirização... É assumir a responsabilidade pelos próprios atos. É admitir que a única pessoa capaz de lhe fazer feliz, está bem perto...
Para vê-la é só chegar em frente ao espelho, e dizer: “Muito prazer pessoa capaz de me fazer feliz!”
* * *
Pense nisso e vá em busca de sua real felicidade, sem ilusões e sem medo.
* * *
Pense nisso e vá em busca de sua real felicidade, sem ilusões e sem medo.
Jorge Vieira
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O que é HANDS ON
Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem sem contar a formação superior, liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.
Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era de 800 reais. Ou seja, uma brincadeira. Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm os problemas da super qualificação, que é uma espécie do lado avesso do salário brincadeira....
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fatima conseguisse ser admitida como gestora de serviços gerais...
E um de seus primeiros clientes fosse o seu Jorge, Gerente de Marketing.
Seu Jorge: -- Fatima, eu quero três cópias deste relatório.
Fatima: -- In a hurry!
Seu Jorge: -- Saúde.
Fatima: -- Não, Seu Jorge, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que aempresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Jorge: -- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fatima: -- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Jorge: -- Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fatima: -- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 50% das cópias que tiramos.
Seu Jorge: -- Fatima, desse jeito não vai dar!
Fatima: -- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Jorge: -- Como assim?
Fatima: -- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. Econsidero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Jorge: -- Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fatima: -- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Jorge: -- Futuro? Que futuro?
Fatima: -- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui eainda não aconteceu nada.
Seu Jorge: -- Fabiana, eu estou aqui há 20 anos e também não me aconteceu nada!
Fatima: -- Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Jorge: -- Hã?
Fatima: -- Hands on....Mão na massa.
Seu Jorge: -- Claro que sou!
Fatima: -- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que euvou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que meprometeram quando eu fui contratada.
Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará com justa razão que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas!
Um dia um grupo de Marketing e Vendas de uma empresa que eu trabalhava, foi visitar uma de nossas fábricas em Pouso Alegre cidade de Minas Gerais, no meio da estrada, a van da empresa pifou. O jeito era confiar no especialista, o Vieira, motorista da van. E aí todos descobriram que o Vieira falava inglês, tinha informática, energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação em Finanças, só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do carro, passou um sujeito de bicicleta.
Para horror de todos, ele falava "nóis vai" , "nóis é" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.
Para horror de todos, ele falava "nóis vai" , "nóis é" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.
- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz:
O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.
Pense nisso
Jorge Vieira
O que é Natureza
Os animais se reuniram em assembléia para debater um tópico de extrema importância: é melhor ter emprego ou ser empreendedor? Afinal, como bem explicou o leão no edital de convocação, o assunto era de relevante interesse porque dizia respeito à sobrevivência numa selva cada vez mais competitiva. Para abrilhantar o evento, dois palestrantes externos haviam sido convidados: a galinha e o cachorro.
A galinha foi a primeira a se apresentar, em resumo, ela definiu a vida de empregada como “uma desgraça”, sua tarefa - produzir ovos - não demandava nenhuma criatividade. Ela passava o dia num cubículo, com centenas de galinhas. Não havia reconhecimento, tanto que nem nome ela tinha. Para evitar que começasse a ter idéias, suas asas foram cortadas, além disso, ela e suas colegas sofriam constantes assédios sexuais do supervisor. Pior de tudo é que, num belo dia, apesar do esforço demonstrado durante a carreira, ela poderia, sem explicação, ir parar na panela, e isso era injusto.
Aplausos caridosos para a galinha, e aí sobe ao palco o cachorro. Que lamentou a desdita da colega, mas ponderou que neste mundo havia empregos e empregados, e ele não podia reclamar do dele. Para começar, tinha, sim, um nome e os benefícios diretos eram inúmeros. Assistência médica, por exemplo: quando ficava doente, era tratado por um especialista, e alimentação então? Havia comida balanceada, produzida especialmente para ele. Bastava latir para ter receber atenção. Seu empregador até o chamava de “meu melhor amigo” (o que fez a platéia emitir um oooh!” de admiração). É claro que havia um ou outro inconveniente, como levar um ocasional pé no rabo. Mas ser empregado era ótimo, porque ele se sentia prestigiado e bem recompensado.
Aí, o leão colocou uma questão em discussão: “Vale a pena deixar de lado a nossa selvagem liberdade empreendedora e nos transformar em fiéis subalternos?” Os presentes se puseram a polemizar, até que, finalmente, a coruja pediu a palavra. Disse que a pergunta era inócua, porque aquilo não era uma questão de escolha, mas de natureza; quem nasceu para empregador jamais se daria bem com empregado, e vice-versa. “vejam os humanos”, ponderou à coruja, tão inteligentes, mas muitos passam a vida profissional sem conseguir achar o rumo, e sabem por quê? Porque eles confundem Ideal, Necessidade e Natureza.
Ideal é o que cada um quer ser, Necessidade é o que faz cada um tentar ser o que não é, mas Natureza é o que cada um realmente nasceu para ser. Só vivem felizes e sem traumas os que conseguem juntar Ideal e Natureza. Não sei se entendi, mas acho que não concordo, cacarejou a galinha, que, como se sabe, tem cérebro de galinha, e o leão esclareceu; “É simples, eu não sei qual é sua natureza nem seu ideal, mas sei qual é a minha necessidade” e devorou galinha.
Moral da história: quem, em vez de tomar uma decisão, seja qual for só fica se queixando do sistema, acaba sendo engolido por ele.
Pense nisto
Jorge Vieira da Rocha
A galinha foi a primeira a se apresentar, em resumo, ela definiu a vida de empregada como “uma desgraça”, sua tarefa - produzir ovos - não demandava nenhuma criatividade. Ela passava o dia num cubículo, com centenas de galinhas. Não havia reconhecimento, tanto que nem nome ela tinha. Para evitar que começasse a ter idéias, suas asas foram cortadas, além disso, ela e suas colegas sofriam constantes assédios sexuais do supervisor. Pior de tudo é que, num belo dia, apesar do esforço demonstrado durante a carreira, ela poderia, sem explicação, ir parar na panela, e isso era injusto.
Aplausos caridosos para a galinha, e aí sobe ao palco o cachorro. Que lamentou a desdita da colega, mas ponderou que neste mundo havia empregos e empregados, e ele não podia reclamar do dele. Para começar, tinha, sim, um nome e os benefícios diretos eram inúmeros. Assistência médica, por exemplo: quando ficava doente, era tratado por um especialista, e alimentação então? Havia comida balanceada, produzida especialmente para ele. Bastava latir para ter receber atenção. Seu empregador até o chamava de “meu melhor amigo” (o que fez a platéia emitir um oooh!” de admiração). É claro que havia um ou outro inconveniente, como levar um ocasional pé no rabo. Mas ser empregado era ótimo, porque ele se sentia prestigiado e bem recompensado.
Aí, o leão colocou uma questão em discussão: “Vale a pena deixar de lado a nossa selvagem liberdade empreendedora e nos transformar em fiéis subalternos?” Os presentes se puseram a polemizar, até que, finalmente, a coruja pediu a palavra. Disse que a pergunta era inócua, porque aquilo não era uma questão de escolha, mas de natureza; quem nasceu para empregador jamais se daria bem com empregado, e vice-versa. “vejam os humanos”, ponderou à coruja, tão inteligentes, mas muitos passam a vida profissional sem conseguir achar o rumo, e sabem por quê? Porque eles confundem Ideal, Necessidade e Natureza.
Ideal é o que cada um quer ser, Necessidade é o que faz cada um tentar ser o que não é, mas Natureza é o que cada um realmente nasceu para ser. Só vivem felizes e sem traumas os que conseguem juntar Ideal e Natureza. Não sei se entendi, mas acho que não concordo, cacarejou a galinha, que, como se sabe, tem cérebro de galinha, e o leão esclareceu; “É simples, eu não sei qual é sua natureza nem seu ideal, mas sei qual é a minha necessidade” e devorou galinha.
Moral da história: quem, em vez de tomar uma decisão, seja qual for só fica se queixando do sistema, acaba sendo engolido por ele.
Pense nisto
Jorge Vieira da Rocha
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Reconhecimento Humano
Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água.
Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou: Quanto lhe devo? Não me deves nada - respondeu ela. E continuou: Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa. Ele disse: Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo. Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr. Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher e determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida.
Passou a dedicar atenção especial aquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha. O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos. Ele conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente.
Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:
Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite (assinado).
Dr. Howard Kelly.
Pense nisso
Jorge Vieira
O bem sempre faz bem a quem o pratica
É a história de uma família rica, que foi passar um fim de semana em uma bela propriedade. A família era a do Lord Churchill. As crianças se divertiam numa deliciosa piscina. No último dia, ocorreu uma tragédia. O menino menor caiu n'agua e quase afundou. As outras crianças começaram a gritar.
Tentavam alcançar com as mãos o pequeno, que se afogava. Mas não conseguiam. Por fim, o filho do jardineiro, ouviu os gritos e saltou na piscina, retirando dali o garoto. Quando o pai ouviu a história, ficou muito agradecido. Ele se dirigiu ao jardineiro, o senhor Fleming e lhe perguntou o que poderia fazer por ele.
"Afinal", disse, "o seu filho salvou a vida do meu filho."
O jardineiro, no entanto, disse que não havia necessidade de fazer coisa alguma. O seu filho fizera o que qualquer outro faria. O pai do pequeno Winston Churchill insistiu: "mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho. O que ele gostaria?" Bem, respondeu o Sr. Fleming, desde que aprendeu a falar, tem manifestado o desejo de ser um médico.
O homem agradecido estendeu a mão ao senhor Fleming e garantiu: seu filho freqüentará a melhor escola de medicina da Inglaterra. E sustentou a palavra. Anos depois, o mundo foi sacudido com a notícia de que Churchill, o estadista conhecido como o maior inglês de todos os tempos, estava doente com pneumonia, em Teerã. Os meios de comunicação com a Inglaterra transmitiram por toda a nação, o desejo de que o melhor médico do império britânico tomasse um avião para Teerã e assistisse ao primeiro ministro.
Esse médico foi o Dr. Fleming, o descobridor da penicilina. Os seus esforços foram coroados de êxito. Mais tarde, recuperado, Winston Churchill, declarou: "não é sempre que o homem tem a oportunidade de agradecer ao mesmo homem por haver-lhe salvo a vida duas vezes."
O pequeno Fleming, que havia salvo a vida do pequeno Churchill, quando se afogava numa piscina, tornou-se o dr. Fleming, que de novo lhe salvou a vida.
O pai de Winston Churchill, jamais poderia ter imaginado que ao dar a Alexander Fleming, a oportunidade de estudar na melhor escola de medicina da Inglaterra, estava provendo o meio de salvar a vida do seu filho, pela segunda vez, através do mesmo homem. Além disso, sua gratidão para o menino que salvara a vida do seu filho valeu para o mundo a possibilidade de uma mente brilhante se graduar em medicina.
Depois dedicar-se ativamente a pesquisas de laboratório, no campo da bacteriologia e legar para a humanidade a possibilidade da cura de numerosas infecções. É pensando em situações como essa, que percebemos que o bem sempre faz bem a quem o pratica. Gratifica a alma e retorna em forma de bênçãos para a criatura."
Alexander Fleming era de origem escocesa e que recebeu o Prêmio Nobel de medicina no ano 1945, e que em 1928 descobriu a penicilina?
A penicilina abriu, para o mundo, a era dos antibióticos, que representa uma das mais importantes conquistas médicas e sociais.
Jorge Vieira
Vencedores e Perdedores
Quando se fala em vencedor, logo vem a imagem de alguém muito competitivo, sem ética e, invariavelmente, solitário.
Na verdade, vencedor é a pessoa que consegue atingir seus objetivos. Mais do que vencer os outros, ela vence suas próprias fraquezas, inseguranças e inabilidade.
O vencedor sabe que a derrota é uma possibilidade e se prepara adequadamente para que ela não aconteça. Apesar disso, concentra sua atenção em alcançar suas metas, e não evitar derrotas. A postura diante da derrota é um dos principais aspectos que diferenciam um vencedor de um perdedor.
Perante a derrota, o perdedor tem duas atitudes: o menosprezo e o pessimismo. Ele dá pouca importância ao adversário e não tem consciência de suas limitações. Por isso, freqüentemente é pego de surpresa. Outra atitude: o pessimismo; nesse caso acredita que nasceu marcado e entra na disputa já preparando uma desculpa para a derrota...
Já o vencedor sabe que não conseguir algo faz parte das possibilidades da vida. E, ao invés de ficar se torturando e se culpando, procura refletir sobre sua conduta para aprender a crescer.
O vencedor tem um prazer constante em aprimorar-se!
Pense nisso e torne-se um grande VENCEDOR
Jorge Vieira da Rocha
Pense nisso e torne-se um grande VENCEDOR
Jorge Vieira da Rocha
Nada é Permanente
Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida, mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse-lhes:
- Não sei por que sinto-me estranho e preciso ter paz de espírito. Preciso de algo que me faça alegre quando estiver triste e que me faça triste quando estiver alegre. Os sábios resolveram dar um anel ao rei, desde que o rei seguisse certas condições:
- Não sei por que sinto-me estranho e preciso ter paz de espírito. Preciso de algo que me faça alegre quando estiver triste e que me faça triste quando estiver alegre. Os sábios resolveram dar um anel ao rei, desde que o rei seguisse certas condições:
- Debaixo do anel existe uma mensagem, mas o rei só deverá abrir o anel quando ele estiver num momento intolerável. Se abrir só por curiosidade, a mensagem perderá o seu significado.
Quando TUDO estiver perdido, a confusão for total, acontecer à agonia e nada mais se puder fazer, aí o rei deve abrir o anel.
O rei seguiu o conselho. Um dia o país entrou em guerra e perdeu.
Houve vários momentos em que a situação ficou terrível, mas o rei não abriu o anel porque ainda não era o fim. O reino estava perdido, mas ainda podia recuperá-lo. Fugiu do reino para se salvar. O inimigo o seguiu, mas o rei cavalgou até que perdeu os companheiros e o cavalo.
Seguiu a pé, sozinho, e os inimigos atrás; era possível ouvir o ruído dos cavalos. Os pés sangravam, mas tinha que continuar a correr. O inimigo se aproxima e o rei, quase desmaiado, chega à beira de um precipício.
Os inimigos estão cada vez mais perto e não há saída, mas o rei ainda pensa:
- Estou vivo, talvez o inimigo mude de direção. Ainda não é o momento de ler a mensagem...
Olha o abismo e vê leões lá embaixo, não tem mais jeito. Os inimigos estão muito próximos, e aí o rei abre o anel e lê a mensagem:
“Isto também passará”.
De súbito, o rei relaxa. Isto também passará e, naturalmente, o inimigo mudou de direção. O rei volta e tempos depois reúne seus exércitos e reconquista seu país. Há uma grande festa, o povo dança nas ruas e o rei está felicíssimo, chora de tanta alegria e de repente se lembra do anel, abre-o e lê a mensagem:
“Isto também passará”.
Novamente ele relaxa, e assim obtém a sabedoria e a paz de espírito.
Em qualquer situação, boa ou ruim, de prosperidade ou de dificuldades, em que as emoções parecem dominar tudo o que fazemos, é importante que nos lembremos de que tudo é efêmero, de que tudo passará, de que é impossível perpetuarmos os momentos que vivemos, queiramos ou não, sejam eles escolhidos ou não. A ansiedade, freqüentemente, não nos deixa analisar o que nos ocorre com objetividade. Nem sempre é possível, mesmo.
Mas, em muitos momentos, precipitamos atitudes que só pioram o que queríamos que melhorasse, e é na esfera dos relacionamentos amorosos que isso ocorre quase sempre. A calma, conforme o ditado popular, pode ser o melhor remédio diante daquilo que não depende de nós... Manter as emoções constantemente sob controle é pura fantasia e qualquer um já viveu a sensação de pânico ao perceber que o que mais se valoriza está escapando por entre os dedos.
"Dar tempo ao tempo" não é sintoma de passividade, mas de sabedoria na maior parte dos casos.
“Muito SUCESSO, porque nada faz mais SUCESSO do que o próprio SUCESSO”.
Jorge Vieira
Você tem Experiência
Você tem Experiência?
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responderà seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele, com certeza,será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo, porsua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA:
"Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já mequeimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo orosto, já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já meescondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote portelefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Jáconfundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuei andando pelodesconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo abarba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esqueceralgumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi emárvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda Já fiz juras eternas,já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugide casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixaralguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta deuma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina semvontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, jáolhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor,mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei nomeio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalçona rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "parasempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e avida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes daemoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qualsua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência,experiência...
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!!!Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora, gostaria de indagar umapequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"
Pense nisso e tenha muito $uce$$o
Jorge Vieira
O Cavalo e o Porco
O Cavalo e o Porco...
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: - Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar!
Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão!!! Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... "Vamos matar o porco!!!"
Ponto de reflexão:
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
"Saber viver sem ser reconhecido é uma arte."
Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
"Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic."
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de $uce$$o.....
"É sábio olhar para trás, pois é avaliando a tortuosidade de nossas pegadas, que poderemos garantir um caminho reto para o futuro."
Jorge Vieira
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Oportunidade
Oportunidade
Para Refletir
Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, havia um escriba de nome Nicolau.
E era Nicolau justo e irrepreensível na obediência aos preceitos do Senhor seu Deus. Sucedeu ser Nicolau possuidor de modesta quantia de bens, o que lhe proporcionava um viver simples, porém confortável. Mas eis que não havia felicidade no coração de Nicolau. Não eram de agradecimento as suas preces ao Senhor, mas de súplicas e lamentos.
Abnegado e servidor, porém nunca reconhecido por suas contribuições, dedicava Nicolau todo o seu tempo a implorar que o Senhor dele fizesse instrumento de alguma obra notável, pois não queria terminar seus dias na vala comum dos anônimos esquecidos. Assim, todas as noite, posto o sol, permanecia Nicolau em sua janela, jejuando e flagelando-se até os limites do suportável, fazendo orações sem fim e interrogando o infinito. Mas ia se escoando o tempo, e nenhum sinal da vontade do Senhor se manifestava.
Uma manhã veio acorda-lo Sara, sua mulher. Surpreendido pelo cansaço, Nicolau havia adormecido a janela. Era já à hora undécima de um dia claro.
“Viste Nicolau, a estrela que por toda noite clareou os céus?” indagou Sara. E respondeu-lhe Nicolau: “Não eu não vi. Fui interrompido em minhas preces por um viajante que passava, e adormeci”. Novamente perguntou-lhe Sara: “Quem seria este viajante? Por acaso eu o conheço?”
“Não replicou fatigado Nicolau, “era apenas um carpinteiro de Nazaré da Galiléia e sua mulher grávida. Vieram, para o recenseamento. Atirei-lhe alguns dinheiros e ordenei que seguisse viagem.
“Creio que falou algo sobre pernoitar no estábulo, mas não lhe dei atenção”.
E Nicolau agradeceu ao Senhor por tê-lo poupado da inconveniência de que aquela mulher desconhecida viesse a dar a luz justamente em sua casa. E voltou a suplicar aos céus pelo milagre que o faria um homem famoso por todo o sempre.
Oportunidade é aquilo que você quer muito, mas, de tanto querer, não consegue enxergar.
Pense nisso
Jorge Vieira
Para Refletir
Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, havia um escriba de nome Nicolau.
E era Nicolau justo e irrepreensível na obediência aos preceitos do Senhor seu Deus. Sucedeu ser Nicolau possuidor de modesta quantia de bens, o que lhe proporcionava um viver simples, porém confortável. Mas eis que não havia felicidade no coração de Nicolau. Não eram de agradecimento as suas preces ao Senhor, mas de súplicas e lamentos.
Abnegado e servidor, porém nunca reconhecido por suas contribuições, dedicava Nicolau todo o seu tempo a implorar que o Senhor dele fizesse instrumento de alguma obra notável, pois não queria terminar seus dias na vala comum dos anônimos esquecidos. Assim, todas as noite, posto o sol, permanecia Nicolau em sua janela, jejuando e flagelando-se até os limites do suportável, fazendo orações sem fim e interrogando o infinito. Mas ia se escoando o tempo, e nenhum sinal da vontade do Senhor se manifestava.
Uma manhã veio acorda-lo Sara, sua mulher. Surpreendido pelo cansaço, Nicolau havia adormecido a janela. Era já à hora undécima de um dia claro.
“Viste Nicolau, a estrela que por toda noite clareou os céus?” indagou Sara. E respondeu-lhe Nicolau: “Não eu não vi. Fui interrompido em minhas preces por um viajante que passava, e adormeci”. Novamente perguntou-lhe Sara: “Quem seria este viajante? Por acaso eu o conheço?”
“Não replicou fatigado Nicolau, “era apenas um carpinteiro de Nazaré da Galiléia e sua mulher grávida. Vieram, para o recenseamento. Atirei-lhe alguns dinheiros e ordenei que seguisse viagem.
“Creio que falou algo sobre pernoitar no estábulo, mas não lhe dei atenção”.
E Nicolau agradeceu ao Senhor por tê-lo poupado da inconveniência de que aquela mulher desconhecida viesse a dar a luz justamente em sua casa. E voltou a suplicar aos céus pelo milagre que o faria um homem famoso por todo o sempre.
Oportunidade é aquilo que você quer muito, mas, de tanto querer, não consegue enxergar.
Pense nisso
Jorge Vieira
A Elegância do Comportamento
A Elegância do Comportamento
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante fazer algo por alguém, e este alguém jamais souber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
Pense nisso e seja mais Cortez
Jorge Vieira da Rocha
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